terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O grito!


Uma vez me disseram que o importante não é conseguir mudar o mundo, e sim ter a intenção de fazê-lo. Quando entrei na faculdade de biologia, eu acreditava que através da pesquisa iria fazer diferença, mas ao longo do caminho conheci a fotografia, e transformei essa nova paixão em profissão.
Sempre assumi o papel de espectadora, analisando sem ser notada. Olhar uma cena, dela congelar um instante, e ter a liberdade de mostrá-lo sob o meu ponto de vista, é como dialogar. A diferença, é que nesse caso, quem fala por mim é a imagem. Sob essa nova perspectiva, corro o risco de me tornar uma tagarela.
Desejo fotografar para revistas, pois a oportunidade de me expressar em veículos de grande distribuição e de fácil acesso, numa sociedade onde informação e cultura têm o tratamento predominantemente visual, é um privilégio. As imagens que ilustram suas páginas despertam uma gama de sentimentos, desde a vontade de comer a apetitosa trufa de chocolate, cuja foto foi cuidadosamente elaborada de forma a nos deixar com água na boca, até as fotografias criadas por Sebastião Salgado, que sensibilizam relatando tragédia e pobreza de uma forma singular, quase poética. Seja por ser agradável ou incômoda, de caráter informativo ou transformador, a fotografia é como um grito, que atrai a atenção do leitor num primeiro momento. Qual o próximo passo? Acho que preciso aprender a cantar...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A minha metáfora


Como tantas outras coisas na nossa vida foi uma fase que passamos, uma droga que inalamos e que cumpriu seu papel: nos deu ilusões, nos fez bem em certos momentos da vida, sociabilizou, agregou e causou euforia em massa!!!! Mas como sempre, na hora que o efeito passa, nos deixa algumas seqüelas. E a cada flash back só enxergo os números 22:11...

domingo, 13 de dezembro de 2009

A raposa sai da toca


A idéia de fazer um blog sempre esteve presente, mas pra falar a verdade, desde as redações sobre as férias até os seminários da faculdade, nunca gostei de me expressar publicamente.
Sempre morri de vergonha, a apresentação de iniciação científica sobre anfíbios anuros da mata atlântica, pra mim foi um desastre, e olha que eu entendia bem do assunto!
Enfim, nunca fui muito boa com qualquer coisa que pudesse gerar uma discussão, não só por intolerância, mas principalmente pela autocrítica, nunca achava que o produto final dos meus textos e discursos estava bom o suficiente.
Sempre lutei e alcancei o que eu queria, assim entrei e me formei na USP, e assim, como forma de expressão, escolhi a fotografia.
O novo desafio está lançado, preciso saber atrair as pessoas pela desenvoltura dos meus textos, assim como atraio com minhas imagens, uma parte completa a outra e usarei esse espaço como campo de batalha...
Aqui, apenas com frases e imagens: jogarei minhas bombas quando estiver nervosa, cuidarei dos enfermos quando preciso e usarei linhas como escudo para me defender. E conto com a ajuda de cada um de vocês leitores, para me ajudar a fazer um pouco de história.
Nunca pensei que fosse escrever isso mas: CRÍTICAS SÃO BEM VINDAS!