terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O grito!


Uma vez me disseram que o importante não é conseguir mudar o mundo, e sim ter a intenção de fazê-lo. Quando entrei na faculdade de biologia, eu acreditava que através da pesquisa iria fazer diferença, mas ao longo do caminho conheci a fotografia, e transformei essa nova paixão em profissão.
Sempre assumi o papel de espectadora, analisando sem ser notada. Olhar uma cena, dela congelar um instante, e ter a liberdade de mostrá-lo sob o meu ponto de vista, é como dialogar. A diferença, é que nesse caso, quem fala por mim é a imagem. Sob essa nova perspectiva, corro o risco de me tornar uma tagarela.
Desejo fotografar para revistas, pois a oportunidade de me expressar em veículos de grande distribuição e de fácil acesso, numa sociedade onde informação e cultura têm o tratamento predominantemente visual, é um privilégio. As imagens que ilustram suas páginas despertam uma gama de sentimentos, desde a vontade de comer a apetitosa trufa de chocolate, cuja foto foi cuidadosamente elaborada de forma a nos deixar com água na boca, até as fotografias criadas por Sebastião Salgado, que sensibilizam relatando tragédia e pobreza de uma forma singular, quase poética. Seja por ser agradável ou incômoda, de caráter informativo ou transformador, a fotografia é como um grito, que atrai a atenção do leitor num primeiro momento. Qual o próximo passo? Acho que preciso aprender a cantar...

2 comentários:

  1. Texto de apresentação escrito para entrar no curso abril 2010.
    Infelizmente não rolou, mas não desisto nunca!

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  2. "Dentro de nós há uma coisa que não tem nome,
    essa coisa é o que somos" Ensaio sobre a cegueira

    Seu trabalho é incrível.

    Ps: e com certeza você é uma pessoa que acrescenta Ma,fiquei feliz de presenciar o dia do seu aniversário em Trindade!

    Iara.

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